21/11/2008

Paulo César








Procuro aflita teu corpo
Assim como um pássaro
Um abrigo em meio à tempestade.
Louca, me acalmo em teus braços
Ouvindo as batidas do teu coração...

Contemplo teus olhos,
Espelhos da tua alma.
Sinto teu cheiro pairando no ar

Amor verdadeiro, paixão infinita...
Revigora minha vida poder te amar!

Célia Araújo

A prisioneira


Tem um “EU” inquieto dentro de mim...
Um EU que tenta gritar, que quer ser ouvido.
Um EU que tem medo.
Um “EU” que me tira o sono...
Um “EU que me traz de volta...
Que quer que brigue pelo que penso
Pelo que sinto e pelo que quero que sintam por mim!

É um nó na garganta,
É um sentimento tão forte, quase palpável
Que me tortura, que me cobra uma ação
Que me pergunta quando vou explodir...
Quando vou soltar a prisioneira dentro de mim?

É como uma força, me empurra...
É como uma voz, me fala
É como uma loucura, não se explica...

Preciso “soltar a prisioneira dentro de mim”
Eu a prendi no dia em que comecei me anular.
No dia que afrouxei as rédeas da minha vida
No dia que desisti de ter uma opinião
apenas para evitar brigas.

Irei soltar a prisioneira dentro de mim...
E Ela sairá cantando alto, como sempre fez
E irá chorar quando sentir-se triste
E irá dançar músicas bregas
E falará coisas sem fundamentos...

Mas ela será feliz, muito feliz
Pois nunca mais irei prendê-la
Pois junto a ela,
Eu prendi a minha felicidade!

Célia Araújo